Na Aula 1 você entendeu o que são os investimentos. Hoje você aprende a escolher: quais setores sobrevivem a qualquer crise, como filtrar uma boa empresa e como calcular o preço teto para não pagar R$ 300 mil em um Corolla usado.
Ontem você aprendeu os conceitos. Cada um deles deixou uma dúvida no ar, e é exatamente essa dúvida que a Aula 2 responde.
Renda variável é comprar um pedaço de um negócio.
Pedaço de qual negócio? Setores que lucram com ou sem crise.
Uma das 3 formas de ganhar é o dividendo (Itaú pagou R$ 3,14 por ação).
Quanto posso pagar pela ação para esse dividendo valer a pena? O preço teto.
A caixinha rendeu só 2,86% reais ao ano e a Selic tende a cair.
Caiu de novo. E quem espera cair para agir compra caro: o investidor gangorra.
Itaú rendeu 342% em 10 anos contra 144% do CDI.
Por que banco lucra tanto? O spread, e você ajuda nisso.
Você tem medo porque não conhece (aprender a dirigir).
A régua do medo × conhecimento, e como comprar na prática pelo app.
Pouco antes da aula saiu a decisão. Há poucos meses estava em 15%. Sua caixinha, que rendia 13,9% ao ano, passou a render 13,65%. Os cortes estão vindo de 0,25 em 0,25.
Durante mais de um ano os gêmeos só investiram em renda fixa, por medo. Quanto mais conhecimento, menos medo. Arraste e veja onde você está.
Pouco conhecimento, medo lá em cima. É assim que a maioria chega na Semana da Liberdade Financeira.
"Qual empresa eu compro?" é o maior medo de quem começa. E faz sentido: tem gigante quebrando. Mas o problema não é a bolsa, é o modelo de negócio. Entenda o do varejo e você nunca mais olha uma empresa do mesmo jeito.
Clique em cada etapa, na ordem, e veja por que sobra tão pouco dinheiro.
A empresa está afogada em dívida e o lucro não dá conta de pagar. Ela vai à Justiça para renegociar valor e prazo e tentar se organizar. A dura verdade: poucas conseguem dar a volta por cima. Lembra da Braskem e da Raízen na Aula 1? Mesmo filme.
Quando você entende como a empresa ganha dinheiro, fica mais capaz não só para investir, mas para a vida. O varejo é sensível a crise e a juros. A boa notícia: existem setores que funcionam exatamente ao contrário.
Se o Brasil está bem ou mal, não interessa: ela continua de pé, continua lucrando e continua pagando dividendo. Vamos encontrá-las.
Este é o ranking mostrado na aula, com lucros em bilhões de reais. Olhe a lista com calma e só depois clique no botão.
Juro alto? Banco lucra. Juro baixo? Banco lucra também. Enquanto varejista pede recuperação judicial, o Itaú bate recorde. Até a lei protege: banco pode emprestar dinheiro a juros, você não pode (é agiotagem).
"Meu banco digital não me cobra tarifa, ele não lucra comigo." Lucra sim. Seu dinheiro não fica separadinho: vira crédito para outra pessoa. Monte a operação com R$ 10.000:
A diferença entre o que ele te paga e o que ele cobra é o spread bancário: o principal motor do lucro dos bancos.
Na Aula 1 você viu que quem tem CDB empresta para o banco. Quem tem a ação é dono de um pedaço dele e recebe parte desses lucros bilionários em dividendos. Mesmo banco, dois lados do balcão.
Crise vem, crise vai, e eles continuam lucrando. Primeiro jogue, depois confira a teoria.
Clique em cada gasto. Os que você consegue cortar ficam riscados. Os que você não consegue ficam acesos.
Lucram com o spread em qualquer cenário de juros. Setor extremamente defensivo: concorrem entre si e todos lucram bilhões.
Mesmo viajando o mês inteiro e tirando tudo da tomada, vem a tarifa mínima. Três tipos: geração, transmissão e distribuição.
Ninguém cancela água encanada depois de 10 anos. E ainda têm monopólio: em São Paulo é Sabesp e pronto, não existe outra opção.
Carro, vida, incêndio, agronegócio. O risco já vem no preço: o mesmo Corolla custa caro para o filho de 19 anos que dorme na rua e barato para o pai de 55 com garagem.
Compra à vista, estoca, vende em 12x e ainda se endivida para girar. O dinheiro está sempre correndo atrás.
Milhões de pessoas pagam adiantado e muitas nunca usam. Esse dinheiro não fica parado: fica rendendo juros, e esses juros viram lucro. Modelo de negócio oposto.
As empresas citadas são exemplos didáticos usados na aula, não recomendação de compra. Bom setor é só o primeiro filtro: veja o próximo módulo.
"Já entendi: banco, energia, saneamento e seguro. Posso sair comprando qualquer uma?" Não. É igual comprar carro usado. Todo mundo sabe que Corolla é confiável, mas você não compra qualquer Corolla, e muito menos por qualquer preço.
Na Aula 1 você viu que o dividendo é pago por ação. O preço teto usa isso ao contrário: parte do dividendo que você quer receber e descobre o máximo que pode pagar. "Tem curso pago por aí que não ensina isso."
Google: TICKER + RI → site de Relações com Investidores → Central de resultados → demonstrações financeiras mais recentes → "composição do capital". Atalho: Ctrl+F e busque de ações.
Se a empresa lucrou 100 e distribuiu 70, o payout é 70%. Os outros 30 ficam no caixa para reinvestir e crescer. Seja conservador: na CPFL usaram 70%, abaixo do que ela vem pagando.
No CDB sua única remuneração é o juro. Na ação, o dividendo é só uma parte: o lucro retido faz a empresa crescer, o dividendo sobe e a ação valoriza. Olhe sempre o retorno total: valorização + dividendo. É o combo da Aula 1.
Muita gente pensa assim: "quando a Selic chegar a 8%, aí eu compro ações e fundos". O problema: o mercado se antecipa. E nós já vivemos esse filme.
A Selic saiu de 14,25% e foi caindo até 6,5%. Veja o que a bolsa fez enquanto o juro caía, não depois.
Quem esperou o juro "parar de render" chegou quando as ações já estavam acima do preço teto. Acima da FIPE. A barganha tinha acabado.
O perfil que mais destrói patrimônio. Vai e volta, sempre na hora errada. Clique para ver o ciclo.
Ele abre a caixinha, vê o saldo subindo e põe tudo lá. As ações estão baratas, mas ele nem olha.
Montou a carteira diversificada (com renda fixa também, como você verá na Aula 3), comprou boas empresas abaixo do teto, já recebe dividendos e pegou a valorização.
O tempo passa num estalar de dedos. Está no mesmo lugar, e quando finalmente quiser entrar, vai pagar mais caro. Ver o conteúdo e não aplicar é o pior cenário.
Até aqui, 100% do que você aprendeu depende do Brasil. Só que você já usa, todo dia, empresas que não são daqui. Você está lendo isto depois de assistir a uma aula no YouTube e de receber o link pelo WhatsApp.
Dona do YouTube e do Android que roda no seu Samsung, Xiaomi ou Motorola. Valorizou quase 40% em 12 meses.
Sede nos EUA, vende no mundo todo: Japão, China, Europa. O +123% em 5 anos que você viu na Aula 1. E o iPhone e o MacBook do sorteio.
WhatsApp, Instagram e Facebook. Cotada em dólar, faturamento global. Qual é o "Google brasileiro"? A "Apple brasileira"? Não tem.
Não é só para cima: no curto prazo oscila. Mas a tendência natural é de alta. "O dólar a R$ 2 deixou saudade. O de R$ 5,15 também vai deixar. Só não sabemos quando."
O Brasil, a grande fazenda do mundo, ou os Estados Unidos, que lideram a corrida tecnológica e abrigam as maiores empresas do planeta?
O real, que só o Brasil usa e que a cada década tem inflação acima de 10% (você viu as barras do IPCA na Aula 1), ou o dólar, moeda global com meta de inflação levada a sério?
Trocar reais por dólares e guardar não é investir. O dólar também sofre inflação, só que menos. Em vez do bolinho de notas, compre empresas em dólar ou renda fixa americana e receba dividendos e juros em dólar.
Na cesta básica vêm arroz, feijão, óleo, macarrão. No S&P 500 vêm as 500 maiores empresas dos EUA, e quanto maior a empresa, maior o peso dela. Se uma cresce, o peso se ajusta sozinho.
ETF é isso: uma cesta pronta negociada na bolsa. "Você não precisa achar a agulha no palheiro. Você compra o palheiro inteiro."
Na Aula 1 o combo era valorização + dividendo. Aqui é bolsa americana × dólar: os ganhos se multiplicam. Os valores iniciais são os da aula, de 2014 até hoje.
É renda variável: tem quedas no caminho. Quanto ter no exterior depende do seu perfil, e isso é assunto da Aula 3.
Para comer um bife você não vai ao abatedouro. Para comprar arroz você não vai à plantação. Você vai ao mercado, onde tem tudo. Com investimentos é igual: na corretora você encontra renda fixa, ações, FIIs, ETFs e exterior em um lugar só.
Fica registrada na B3, no seu CPF. A corretora é só a ponte. Se ela falir, seus ativos continuam seus.
Não gostou? Faça a transferência de custódia para outra corretora. Os ativos vão junto.
BBSE3 custa o mesmo no Nubank, no Inter, no BTG ou na XP. E a maioria hoje tem taxa zero de corretagem.
Para começar, use a que você já tem no celular. Depois, se fizer sentido, você migra.
Conteúdo didático, não é recomendação de investimento. Não saia comprando: você ainda precisa saber quanto ter de cada coisa, e é isso que a Aula 3 ensina.
Seis perguntas. A última junta Aula 1 com Aula 2, porque o conhecimento é uma casa só.
Continuação da lista da Aula 1. Fica salvo no seu navegador.
O código do ativo na bolsa. ITUB4 é Itaú, BBSE3 é BB Seguridade, XPML11 é o FII de shoppings, IVVB11 é o ETF do S&P 500.
A fatia do lucro que a empresa distribui em dividendos. Lucrou 100 e pagou 70: payout de 70%.
Dividendo por ação dividido pelo preço da ação. Pagou R$ 3 e custa R$ 50: yield de 6%.
Preço teto é o máximo a pagar para receber o yield que você exige. Margem é o quanto a cotação está abaixo (positiva) ou acima (negativa) desse teto.
O site oficial onde a empresa publica resultados e documentos. É a fonte mais confiável.
Uma cesta pronta de ativos negociada na bolsa como se fosse uma ação. Com uma compra você leva a cesta inteira.
Custódia é a guarda dos seus ativos, registrados na B3 no seu CPF. Pregão é o horário em que a bolsa negocia, das 10h às 17h.
Fundação feita, paredes de pé. Amanhã vem o telhado: um teste de perfil ao vivo e a montagem da sua carteira na prática, com quanto ter em renda fixa, ações, fundos imobiliários e exterior. No final, os gêmeos revelam como dois participantes levam o iPhone 17 e o MacBook. "A primeira foi boa, a segunda foi melhor, a terceira vai ser a melhor de todas."